Em
busca da babá ideal
Atualmente, é comum que
as mulheres acumulem várias responsabilidades - são mães, esposas, profissionais, donas de casa... Com tanta
coisa para fazer, algumas precisam de ajuda para cuidar dos filhos,
especialmente quando ainda são pequenos.
Essa profissional
deve ser capaz de suprir as necessidades da família, que são diferentes em cada
lar. Mas existem sim qualidades básicas que ela deve ter para se dar bem na
carreira. "Em primeiro lugar, precisa saber qual é o seu lugar. Ela não é
a mãe da criança; não pode competir nem fazer ciúmes para a mãe", afirma
Ângela Clara Corrêa, psicóloga e coordenadora dos cursos para babás da empresa
Unire Desenvolvimento Humano.
A especialista
afirma que a boa babá sabe colocar
limites para as crianças sem usar a violência. "A profissional está ali
como educadora. O papel dela é ensinar, não agredir, ameaçar ou
chantagear".
A consultora
Daniela Mendes tem um filho de quase dois anos e já precisou de ajuda para
cuidar do pequeno. Apesar de não ter queixas da profissional que contratou, ela
aponta uma deficiência de algumas babás. "Às vezes, elas acham que, para
ser babá, basta gostar de criança. Mas isso não é verdade, porque nem sempre a
gente consegue impor tudo. Também é preciso saber lidar com as birras".
Contratar uma
estranha que terá acesso a tudo na sua casa e, principalmente, será responsável
pelo seu filho por longos períodos, não é fácil. Ângela alerta que todo cuidado
é pouco na hora da entrevista. "Infelizmente, várias candidatas são
dissimuladas e conseguem enganar os pais, que não têm experiência com esse tipo
de contratação. Portanto, o melhor é procurar uma empresa idônea que treine e
capacite as profissionais, além de checar suas referências anteriores".
Outra dica
importante é reservar um tempo razoável para a entrevista. É nela que os pais
podem observar o comportamento da candidata e verificar seus dados. Caso a
pessoa tenha uma identidade do estado do Pará, CPF de Roraima e título de
eleitor de Minas Gerais, por exemplo, desconfie. Pergunte a razão de tanta
peregrinação pelo país, confirme cada informação. "E nunca ponha um anúncio no jornal para encontrar uma babá. Tal
atitude coloca toda a família em risco, pois atrai todo tipo de estranhos, que
podem ser mal intencionados", orienta a psicóloga.
Depois de achar
alguém que está no perfil que se busca, é interessante deixar as regras da casa
bem definidas logo na primeira conversa. Escolha o uniforme. "Ele não deve
ser necessariamente branco, mas é melhor quando leva cores claras. O principal
é que seja confortável - já que a babá vai correr e brincar com uma criança - e
discreto", indica Ângela. "Algumas mães deixam que a babá saia com
outra roupa em eventos, mas na dúvida, o ideal é estar sempre de
uniforme".
Não é só no
dia-a-dia que a babá deve prestar atenção em seu comportamento. Ocasiões
especiais como viagens, jantares, festas e compras também merecem atitudes mais
profissionais. "Na praia, é bom vestir um short por cima do biquíni,
quando não estiver na água com a criança. Em jantares, a babá deve comer rápido
para acompanhar o pequeno.
Ilusões à
parte, a babá ideal existe. "É aquela pessoa pró-ativa, com disposição
para brincar, boa postura no trabalho, higiene e conhecimento, como noções de
primeiros socorros", define a psicóloga. Daniela completa: "A babá ideal entende a importância
do filho para a mãe, se preocupa de verdade com o bem-estar da criança. Assim,
ela tem mais paciência e criatividade para cuidar da criança".
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